segunda-feira, 31 de março de 2014

São Saruê Malungo


Olá amigos,

já estão no ar as páginas do myspace e do  soundcloud do"São Saruê Malungo", projeto que consiste no duo formado pelos músicos Cacau Arcoverde (percussão, voz, samplers e programação eletrônica) e Léo Rugero (sanfona de oito baixos, acordeon e violino).
Na proposta do duo, se fundem a contemporaneidade e tradição. De um lado, aspectos tradicionais da música nordestiva se fazem presentes, devido a intensa pesquisa etnográfica e profunda vivência de práticas musicais tradicionais que fazem parte do percurso destes dois músicos. Por outro lado, este trabalho flerta com experiências estéticas que abarcam outros campos da música, como a improvisação jazzística, o contraponto e a música eletrônica, o que se reflete na concepção estética dos arrajos e das criações musicais do duo.

Além de informações a respeito do projeto, podem ser ouvidas algumas faixas pré-mixadas do futuro CD a ser lançado pelo duo.
As páginas também incluem fotografias, imagens em xilogravura de Cacau Arcoverde e links de projetos relacionados a estes dois artistas.

Não deixem de dar uma conferida, acessando o link



sábado, 27 de novembro de 2010

Pedro Sorongo

Recentemente, Lys Araújo, musicista e atriz, filha do mestre da percussão Pedro (Sorongo) dos Santos, foi inspirada a criar um blog - site dedicado à memória artística do legado de seu pai. Para quem ainda não conhece um pouco da obra deste artista, basta dizer que foi percussionista do regional de Waldir Azevedo. No entanto, sua atuação não restringiu-se ao acompanhamento.
Sorongo foi um dos primeiros percussionistas a levar a "cozinha"(como se chama usualmente a seção rítmica) para a "sala", gravando memoráveis solos de percussão. Sua criatividade era ilimitada e para dar vazão a esta fonte inesgotável, Pedro criou uma série de instrumentos de percussão, que possuiam sua assinatura. Os "5 tambores", o "bambús", "criançola" e tantos outros. Também enveredou pela percussão vocal, numa época em que isso ainda não era algo comum. Customizador de seus instrumentos tradicionais, que também recebiam um tratamento apropriado.
Mas se o percussionista foi muito conhecido (e reconhecido), ainda sabe-se pouco a respeito do compositor, criador de um gênero musical, o "Sorongo", que tornou-se seu codinome. Destacou-se como criador, tendo composições gravadas por vários artistas como Altamiro Carrilho, Sebastião Tapajós, Canhoto, Abdias dos 8 baixos, Raul de Barros e tantos outros...
Por fim, um filósofo da percussão, seu estilo combinava a vivacidade e energia telúrica das escolas de samba e batuques de fundo-de-quintal com perspectivas composicionais avançadas - a julgar pelos arranjos sofisticados de "Krishnanda", seu único álbum solo, gravado em 1968.
Bem, para quem quiser obter maiores detalhes a respeito deste artista magistral, vale a pena uma visita ao blog http://pedrosorongo.blogspot.com/

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Festival de Inverno


Olá amigos,

segue abaixo a programação do Cristal Jazz, dentro da programação do  festival de Inverno de Petrópolis deste ano, que está bem interessante. Na quarta-feira, dia 07, estarei retomando as atividades com o Leo Rugero Trio,  fazendo a  abertura do concerto de Leo Gandelman. A entrada é franca, mediante 1 kg de alimento não perecível.
Um grande abraço,

Leo Rugero


06/07 - terça-feira
19 hs - Encontro de Cordas - João Felipe (cavaquinho elétrico), Joãozinho do Cavaco (cavaquinho e violão), Anderson Sabadine (percussão)
20 hs - Claudio Daueslberg Quarteto - Claudio Dauelsberg (teclados), Ney Conceição (baixo), Pascoal Meirelles (bateria), Fernando Trocado (sax)

07/07 - quarta-feira
19 hs - Leo Rugero Trio - Leo Rugero (teclados, violão, violino e kalimba), Felipe Depoli (contrabaixo acústico), Anderson Sabadine (bateria)
20 hs - Leo Gandelman trio

13/07 - terça-feira
19 hs - Gilson Peranzetta (piano)  e Mauro Senise (sax e flauta) convidam Sílvia Braga (harpa)

local: Palácio de Cristal - Rua Alfredo Pachá, s/n - Petrópolis - Centro - (24) 22378000


domingo, 13 de junho de 2010

Foto em cena

Debora_70-Claudio_Edinger_-

Claudio Edinger é o entrevistado do Foto Em Cena no Canal Brasil

FERNANDO RABELO 8 JUNHO 2010 28 VISITAS COMENTÁRIOS (0)
 © Foto de Débora 70. O fotógrafo Cláudio Edinger durante as gravações do programa Foto Em Cena.
O Canal Brasil (66 Globosat), estréia no dia 17 de junho de 2010, às 20h15, a segunda temporada do programa Foto Em Cena, com direção de Débora 70. A série começa com Cláudio Edinger, fotógrafo carioca com vasta carreira internacional. O programa trará entrevistas com 26 premiados nomes da fotografia brasileira, que apresentarão suas influências, seus conceitos e olhares sobre a realidade que enxergam. Cada entrevista é ilustrada por diversas fotos que marcaram a carreira desses profissionais, acompanhadas por trilha sonora escolhida, ou composta especialmente para o programa por Leonardo Rugero. Foram escolhidos fotógrafos de diferentes estilos, passando por especialistas em moda, cinema, esporte, retratos, experimentação, e fotojornalismo, entre outras tantas possíveis categorias em que esse profissional pode atuar. De jovens revelações a profissionais consagrados, o programa passeia por cinco grandes capitais – Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Brasília e Salvador – para traçar um vasto panorama do cenário atual da fotografia no país, acompanhando esses artistas em ação, em externa, estúdio, trabalhando no ateliê ou em casa. Próximos programas: Dia 17/06: Cláudio Edinger. Dia 24/06:Adenor Gondim. Dia 1º/07: Jacqueline Joner. Dia 08/07: Pedro Vasquez. Serviço – Foto Em Cena. Estreia: Quinta-feira, dia 17/06, às 20h15.Horário alternativo: sexta, às 6h30; e ao longo da programação.

Kokopelli


    O Vale das Videiras é um recanto escondido, que fica a uma hora de Petrópolis. Conhecido por suas belezas naturais, é um lugar que cresce nos últimos tempos, recebendo pessoas de outros lugares, sobretudo pessoas que querem se refugiar da balbúrdia dos centros urbanos. Neste ambiente bucólico, que os amigos Begoña e Daniel inauguraram um belíssimo espaço, o Kokopelli. No dia 29 de maio, passei por lá, para um encontro informal, o "Lual no Vale". Levei meus instrumentos, sem saber ao certo o que iria acontecer...e aconteceu o que aconteceu. Nas situações menos formalizadas, é que temos que estar mais atentos, para poder conclamar a platéia. Algo que me remete à  energia dos repentistas e emboladores de feira, que se utilizam de estratégias interessantes para seduzir uma platéia muitas vezes adversa. Na ocasião, a mágica seria concentrar a platéia, dispersa entre conversas, deliciosas iguarias e vinhos. Um convite à escuta...e daí a pouco, eu já escutava o cricrilar dos grilhos e o crepitar da lenha na fogueira.




retomando

Depois de um longo período de ausência, retorno aos palcos da vida e retomo o blog. Na verdade, o motivo principal deste blog é ser um canal de divulgação de minhas atividades profissionais. Porém, durante o ano de 2009, fiquei recluso, escrevendo para a minha dissertação de mestrado, realizando pesquisa de campo - Recife, Campina Grande e Rio de Janeiro, e também lecionando no Conservatório. A exceção de minha participação irrecusável no disco de minha amiga Andrea Carneiro, esquivei-me de qualquer outro convite. No entanto, este ano, o músico voltou a falar mais alto. Retomei a inspiração, sendo generosamente brindado pelas musas. Voltei a praticar meus sete instrumentos, e disse a mim mesmo: - a música é o meu caminho. E minha sobrevivência física e espiritual está apoiada sobre este caminho. Por que não dizer, a sobrevivência financeira também...
Aos poucos as portas se reabrem, reencontros de velhas amizades e novas amizades que surgem. Partituras que saem da gaveta.   E agora, o blog se faz necessário novamente...

sábado, 23 de maio de 2009

Breve homenagem à Zé Rodrix

Talvez fosse 1979, não me recordo bem. Já naquela ocasião, a musica era uma companheira inseparável, e eu realizava meus deveres de casa com o Radio ligado. Ouvindo de tudo um pouco, sem restrições. Ainda era menino, mas me lembro como se fosse ontem de uma musica que falava de Jonas, que vivia dentro de uma baleia. Aquela narração, com o timbre grave e incomparável daquela voz, causou estranheza. A imagem de Jonas na baleia, perguntei a minha mãe o que era aquilo, se era verdade o que ele estava dizendo. E talvez, ela tenha respondido que sim, pois estava no livro, ou tenha apenas desconversado, com alguma frase do tipo: - criança tem cada uma! E aquela melodia ficou na minha mente até hoje, e até hoje quando escuto esta canção, lembra da estranheza que senti aos meus sete, oito anos.A imagem, o timbre da voz, a melodia, tudo me soava intrigante.E penso que soe até hoje como musica aos meus ouvidos.

domingo, 17 de maio de 2009

dividir para conquistar

Uma das prerrogativas do mercado de bens culturais, é a etiqueta. Não no sentido de regras de boas maneiras, mas sim, como categorias estanques onde possa caber o trabalho deste ou daquele artista em prateleiras. Para um artista, não ser etiquetado, é como estar fora do mercado. O violinista norte-americano Leroy Jenkins atribuia a esta compartimentação da arte musical em pequenas gavetas de gêneros, modalidades ou estilos, à raizes históricas mais profundas. Segundo Jenkins, " Essa 'coisa' de dividir para conquistar somente se dispersa pela sociedade, não somente em música, mas em tudo aquilo que fazemos".
Muitas vezes, observo como outsider a arte que estou produzindo, e pensando na variedade de matizes com as quais estou trabalhando, fico hesitante em escolher uma categoria onde eu possa ser etiquetado.E minha arte segue à margem dos escaninhos mercadologicos.
Ao lançar um novo produto, a equipe de propaganda de uma gravadora, pensa minunciosamente em que segmento, para que público específico este produto será comercializado. Quais serão seus canais de veiculação. O público também reage na mesma moeda. Há o público clásssico, o jazzista, o sambista, o forrozeiro. Mas será? Em meio a segmentação cada vez mais acentuada do mercado fonográfico, a divisão chegou ao ponto da perda de supostas identidades musicais que configurariam estas divisões. E o grande armário da música, foi recebendo em suas prateleiras, um número de divisões incontáveis. Talvez estajamos a um passo de um novo momento, onde o rótulo começaria a falar por si só. Algo como " Este artista é este artista", longe das generalizações, panéis totalizantes que tentam contextualizar o que já está por si só contextualizado. Até porque, hoje há muitos trabalhos em música, realizados numa perspectiva dissociada de territorios culturais.

domingo, 3 de maio de 2009

Léo Rugero no myspace

acabei aderindo ao Myspace. Em minha página, a pedido de alguns amigos algumas composições gravadas de 2007 para cá. Meu URL é http://www.myspace.com/leorugero .
Quem tiver um tempinho, o sitio estará aberto para a visitação pública...